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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

11.11.25

O castanheiro é meu e também as castanhas


a. almeida

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No meu quintal tenho um castanheiro, enxertado com uma raça proveniente da zona de Celorico da Beira. No seu desígnio, sendo que a árvore ainda é nova, no terceiro ano a produção foi muito generosa com exemplares grandes, brilhantes e doces. Por conseguinte, se o castanheiro é meu, as castanhas são minhas e mais logo, porque dia de S. Martinho, bem assadas no calor das brasas, terão um sabor acrescido e o proveito também será meu. É assim, quem nada cultiva nada tem.

17.07.25

Passadiços? Tudo passa!


a. almeida

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Pelas redes sociais, uma das várias discussões à volta dos passadiços, no caso da Barrinha / Paramos (Esmoriz-Espinho).

Muito concorridas e acérrimas as discussões, porque em cada um de nós há um crítico, um fiscal, um engenheiro, um arquitecto, um presidente da Junta, da Câmara e até ministro. Todos temos opinião, todos temos razão. Ainda bem!

Quanto ao cerne da questão, dos passadiços, todos percebemos a sua utilidade, nomeadamente a do lazer e a possibilidade de um contacto com a natureza, acedendo a locais que de outra forma seria dfícil, perigoso e até impossível.
Por outro lado, bem à portuguesa, depressa fomos do 8 e ao 80 e nascem agora, passadiços, baloiços e miradouros, como cogumelos em terra húmida, por todo o lado, seja na borda de um rio ou ribeira ou para aceder a uma cascata por mais insignificante que seja.
Tudo bom, mas no meio de tanta coisa, alguns não deixam de ser atentados à natureza pelo impacto que causam, não apenas por si próprios, mas também, sobretudo, porque ainda há muita escassez de civismo e de bom comportamento por parte de quem os utilizam.

Para além de tudo, e é este o caso da publicação de que retirei a imagem, os passadiços são interessantes quando são novos. Mas expostos ao tempo, calor, chuva, humidade, depresssa passam a carecer de manutenção e aí é que a porca torce o rabo, porque uma manutenção regular não fica mais barata que a sua instalação inicial. Assim, um pouco por todo o lado, são mais que muitos os passadiços com sinais de degradação, transformando-se, nalguns pontos, verdadeiras armadilhas e ratoeiras à espera de acidentes.

Infelizmente, seja à beira-mar, seja no monte ou montanha, em breve teremos uma rede de passadiços impróprios para utilização, a serem encerrados ou deixados à degradação total.

Um pouco por todo o lado, sobretudo no distrito de Aveiro, Porto e Viseu, tenho percorrido centenas de percursos pedestres, muitos deles com elementos do tipo passadiços, em lastimável estado de conservação e mesmo impróprios para utilização. Também os próprios percursos, de um modo geral, sem limpeza e manutenção da sinalização. Tantas vezes reporto as situações às Câmara Municipais, enquanto suas promotoras, mas a regra é não obter resposta. É o que é!

Ainda no ano passado, visitando uns passadiços numa interessante carreira de moinhos, na aldeia de Souto Bom - Tondela, inicialmente inaugurados com pompa e circunstância, estavam, passados poucos meses, totalmente invadidos por silvados. Talvez por falta de visitantes, passada a novidade, mas sobretudo por desmazelo das entidades responsáveis pela sua instalação e manutenção. Um exemplo entre centenas, e bem à portuguesa.

09.03.25

Agrião (caseiro)


a. almeida

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Num tempo em que os políticos andam entretidos a assacar responsabilidades, uns aos outros, pela instabilidade que se avizinha e consequentes eleições antecipadas, e com isso mais umas dezenas de milhões para estourar, nada como uma salada de agriões acabados de colher no charco caseiro. Daqui a duas horas vão acompanhar com um delicioso frango de churrasco.

Podem bem dizer que uma coisa nada tem a ver com a outra mas, pensando bem, tem, pois a situação política tem tudo menos racionalidade e por isso assemelha-se a uma salada, só que, no caso, intragável.