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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

23.01.26

Haja a justiça


a. almeida

O caso da queixa do Primeiro-Ministro sobre um utilizador na rede social X, um Volksmerdas qualquer, por acto de desinformação, é perfeitamente justa e compreensível. Por mais voltas que dê o utilizador na sua justificação, não passa de um mau argumento. Nada do que escreveu e como escreveu é garantidamente perceptível como uma sátira ou humor. Bastará que um em cada 100 utilizadores não perceba a diferença para a publicação estar a ser enganosa. 

A toda esta gente, nomeadamente os "activistas", falta sentido de responsabilidade e respeito, agindo numa cultura de que por liberdade de expressão pode valer tudo. Não vale! Ora quando esses limites são ultrapassados, desrespeitados, do outro lado há alguém que também vê desrespeitados os seus direitos. Face a isto, nada mais justo e merecido que entre a tratar do assunto a alçada da justiça e da responsabilização.

Onde é que está a dificuldade em compreender isto?

18.12.25

Com que cara?


a. almeida

Chegados aqui, relativamente ao caso Spinumviva e face à decisão do Ministério Público, com que cara ficam todos aqueles que, a começar pelo revoltoso Pedro Nuno dos Santos, usaram o caso para conduzir o país a uma crise política e a eleições antecipadas? É certo que a resposta já foi dada pelo povo com a posterior realização de eleições. Nelas, aqueles que mais sustentaram a crise foram também os mais penalizados, incluindo o Partido Socialista e o seu líder. Agora, pedir desculpas é que não; e, porventura, continuarão até a pintar a nuvem de negro. A verticalidade é coisa que não abunda na classe política.

Por conseguinte, nestas matérias raramente os políticos aprendem. Vão, pois, continuar com as suas caras de sempre, sem vergonha, a chafurdar nestes chiqueiros que apenas prejudicam o avanço do país, tudo em nome do interesse partidário e pessoal.

Do mesmo modo, a imprensa que tão esforçadamente contribuiu para alimentar suspeitas e para a crise política não vai dar o braço a torcer e continuará no mesmo processo. Depois, em conjunto, vem fazer queixinhas de que não tem clientes e de que já ninguém compra jornais. Tem o que merece. Afinal, quem quer pagar por jornalixo? E querem os jornais que o Estado financie a sua distribuição? Era só o que faltava!

29.10.25

Academia de polícia - Anões, coxos e cegos


a. almeida

Há falta de efectivos na polícia. Não há candidatos que cubram as necessidades, mesmo que por baixo. Para facilitar, alargou-se a malha da rede da exigência para o recrutamento. Alguns parâmetros foram alterados, com a idade limite a ser ampliada de 30 para 35 anos e a altura mínima de 1,65 metros para homens e 1,60 para mulheres, caíu. Significa que não faltará muito para os candidatos poderem ser anões, coxos, cegos e idosos. Nunca foi tão fácil entrar para a polícia e já não se pede nem se espera qualidade,. Não obstantem mesmo assim há escassez. Por que será?

Concerteza que os motivos que concorrem para o desinteresse serão vários, desde logo salariais, de condições de trabalho, de mobilidade, seguros, carreira, etc, mas também pelo descrédito a que a classe tem sido votada, com notória perda de autoridade e da debilidade nas formas como a pode excercer.

Resulta daqui que uma arma de fogo é um mero pingarelho decorativo. Um agente que ouse usar da arma tem no mínimo um inquérito às costas, acções disciplinares, etc. Muito provavelmente terá suspensão e até prisão.

O caso em julgamento do agente acusado pela morte do Odaír Moniz, no pacífico bairro da Cova da Moura, é um exemplo prático. A Justiça julgará, concerteza, mas pelo andamento da carruagem parece claro que, mais pancada menos pancada, o agente será condenado a prisão efectiva, como outros no passado. O contexto muito específico, desde logo o facto da vítima ter desrespeitado uma ordem de paragem, ter fugido e, depois de parado, assumido uma posição de ameaça e oposição à detenção, com agressões aos agentes, pouco ou nada valerá para a Justiça. Esta, no geral, releva o crime e o criminoso em detrimento de quem, com condições de perigo e suas debilidades tem que exercer a autoridade. Concerteza que nunca deverá valer tudo para os agentes de segurança exercerem a sua função, mas de há muito que os papéis têm sido subvertidos e do 8 passou-se para o 80.

Por conseguinte, em nada surpreende a falta de candidatos a agentes da PSP ou GNR. Afinal quem é que se quer meter em apuros e fazer de saco de boxe sem sequer poder reagir a uma ameaça, a um ataque?

Certo é que com estas dificuldades e falta de efectivos, o clima de insegurança é para continuar e aumentar e com isso ganha e avança o crime e o criminoso. Os sinais já são mais que muitos e só os ignoram quem vive em bolhas isoladas da realidade.

25.08.25

Terroristas, sim


a. almeida

Ventura tem-no dito e quer equiparar os incendiários a terroristas. Concerteza que há nisso muito populismo e oportunismo, tão próprio da nossa classe política, da esquerda à direita. Não obstante, quem, em rigor, pode estar contra isso? De resto, que classificação pode ter alguém que, deliberadamente, põe vidas em risco e mata em consequência, destrói património, fauna, flora e toda a biodiversidade, para além de obrigar o país a gastar recursos que não tem?

Terrorismo, sim, com todas as letras, pelo que importa tomar medidas e agir em consonância. Não é pedir muito. Com paninhos quentes e medidinhas engraçadinhas mas impraticáveis, já está mais que provado que não resolve nem reduz o risco e as consequências, ano após ano.

Podemos não querer dizer chega, mas pelo menos, basta! Para grandes males grandes remédios.

 

11.08.25

Juízes, os verdadeiros senhores


a. almeida

Vamos mal, parece-me, que algumas das importantes decisões sobre o país, nomeadamente sobre aspectos de regulação da imigração, caibam a um grupo de juízes que não são eleitos nem escrutinados pelos portugueses, sobrepondo-se à vontade política legitimida por eleições. Ademais, defensores, divididos, de uma Constituição do tempo das calças à boca-de-sino, sapatos de tacão alto, de patilhas e cabelos compridos.

Em resumo, pouco ou nada valerá que a maioria do eleitorado, democraticamente, legitime propostas e programas. Há-de-haver sempre juízes que se sobrepõem a esses desideratos.

No entretanto, a ilegalidade continua a dar à costa algarvia. Já que cá estão, promova-se o ajuntamento familiar . Os senhores do Palácio Ratton estarão de acordo.

04.04.25

Menos galinhas roubadas, mais segurança.


a. almeida

Um grupo de anormais atrai uma jovem menor, também ela certamente a padecer de pouco juízo porque, sem a companhia de gente adulta, a expor-se a uma situação de perigo, em que é violada, filmada e publicada a agressão nas redes sociais como um troféu.

Presentes à Justiça, apesar do peso das provas e evidências que são tudo menos meras suspeitas, os anormais são postos em liberdade apenas com o "terrível castigo" de apresentações periódicas às autoridades. Já estou a adivinhar que na defesa dos anormais vão ser ditas coisas como "ela sabia para o que ía", que "gostou", que tudo foi "consentido". Ficaremos a aguardar uma qualquer pena suspensa, só para não "alarmar" a sociedade. 

Mas que Justiça é esta? Quem pode ficar impávido e sereno com esta mão fofinha para crimes desta grave natureza? Infelizmente, mas sem surpresa, parece-me que pouca gente se incomoda, e talvez por isso haja aplausos para as notícias de um abaixamento da criminalidade geral mesmo que a mais violenta esteja a crescer. Assim menos furtos de  caixas de gomas  ou de umas galinhas na capoeira do vizinho ajudam a amaciar as estatísticas ou as "percepções" de violações, agressões e homicídios.

Depois, os que vão dando alertas sobre estas situações, como o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, são ridicularizados pela esquerda woke, nomeadamente pelo palerma comunista do RAP, aos domingos a encher-se de gás de hélio perante uma plateia que aplaude a boçalidade. O problema não é ser comunista, mas bronco com plateia.

Assim vamos indo e andando, a dar gás ao radicalismo. Depois andamos todos assarapantados pelas eleições de trumps e trampas como se não isso não fosse previsível.

Siga!

06.02.25

Pela sua segurança, não leia jornais


a. almeida

Pela imprensa ficamos a saber, entre outros mimos, que um grupo de encapuzados assaltou o cofre de uma dependência do Novo Banco, no Seixal, em 20 minutos. Os meninos de coro levaram 200 mil euros nos bolsos e sequestraram clientes e funcionários durante o divertido assalto.

Na outra margem, na Amadora, um homem foi executado com quatro tiros disparados à porta de ginásio na Amadora. Como nos filmes.

Para terminar o menú do dia,  o tribunal de Guimarães legitimou ofensas a terceiros. Ficamos todos a saber que mandar alguém para o "caralho", mesmo com a importância do presidente da Liga de Futebol, Pedro Proença.  é liberdade de expressão. Uma multazita manhosa, só para não abusar, mas nada que nos impeça de caralhar. O futuro presidente da Federação Portuguesa de Futebol será pessoa educada, parece-me, porque bem poderia aproveitar esta legitimidade de liberdade de expressão e exercitá-la começando por mandar quem tal ajuizou, para o alto do mastro, como quem diz, para o "caralho".

Sempre a aprender.

Como se vê, ainda vivemos num país seguro, sobretudo para quem não lê jornais e principalmente o Correio da Manhã.