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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

08.01.26

Para não levar a sério


a. almeida

Na secção "Perguntas Frequentes" da Comissão Nacional de Eleições sobre a eleição presidencial, ficamos esclarecidos:

- Quem pode ser candidato?
"Podem candidatar-se à Presidência da República os cidadãos de nacionalidade portuguesa, com capacidade eleitoral ativa e que sejam maiores de 35 anos".

Em resumo, e se bem percebo, em Portugal para se ser professor, médico, advogado ou engenheiro, etc, tem de se ter a respectiva habilitação académica; Dizem que até um cantoneiro municipal tem de ter o 5.º ano de escolaridade; Qualquer cidadão para conduzir um veículo automóvel tem de ter a respectiva carta de condução, e um lavrador para comprar e aplicar um pesticidade tem de ter uma formação, etc, etc.

Apesar de tudo isso e de forma muito compreensível, já para presidente da República Portuguesa, considerado o mais alto cargo da nação, pode ser qualquer bronco, com a importante ressalva de  "com capacidade eleitoral" e desde que com mais de 35 anos. Ora por este largo portal em rigor, desde que consiga mendigar o número de assinaturas legalmente exigidas, coisa pouca, qualquer um pode entrar, bronco, analfabeto, cego, coxo, retardado das ideias, alucinado, etc. 

Posto isto, só surpreende que não seja maior o número de candidatos, desde os mais políticos e do costume, os mais discretos e comedidos, até aos mais "apalhaçados". Em rigor, podemos ter candidatos que mais não fazem que achincalhar o sistema, a gozar com a coisa,  a brincar com eles próprios e com os demais cidadãos, que tudo é normalidade. Às tantas ficamos sem saber se isto é coisa séria ou se apenas um stand up comedy.

A poucos dias da dita eleição, e face ao que se tem visto, pergunto a mim mesmo se há motivo para ir votar, ou se também devo entrar na onda e considerar que é coisa para não levar a sério. Se fico com a dúvidas, basta olhar para o que será o boletim de voto para perceber que, definitivamente, é mesmo para não  levar a sério ou então riscar a cruz num daqueles candidatos que já não contam para o totobola mas constam no bilhete de apostas como se fossem a jogo.

Não há paciência para tanto amadorismo!

04.12.25

Todos iguais? Só nas letras pequeninas


a. almeida

Os problemas ou dificuldades dos portugueses, nos acessos aos serviços de saúde do SNS, é não serem figuras importantes, nem políticos, nem deputados nem presidentes da República. Fossem e nada lhes faltaria, a tempo e a horas e com os miminhos que toda a Comunicação Social lhes devota, como figuras gradas. Ainda com tempo de antena, opiniões de gente comum e especialistas em tudo quanto seja área médica, seja em hérnias, ossos partidos, narizes entupidos, furúnculos, gases, nós nas tripas, etc.

Não sei se a figura pública que ocupa sem pagar renda o palácio de Belém, teve que recorrer ao Saúde 24, se foi logo atendida, se foi sujeita às esperas, pulseira de cor, enfim, aos mesmos procedimentos que são dados a qualquer utente do SNS. A ministra, disse que sim, mas, cá para nós, todos achamos que foi diferente, muito diferente. Creio, até, que não teve de mijar para a botija mas antes direito a casa de banho privada. É apenas um pressentimento.

Fosse eu presidente da República, o exame para um problema importante, que aguardo há um ano, e que já foi marcado e desmarcado por 3 vezes, certamente seria dado como urgente e logo despachado. Mas remeto-me à minha insignificância de Zé Ninguém.

Em resumo, somos todos iguais, mas só nas letras pequeninas da constituição. Não que o saibamos, mas não nos façam de lorpas quando nos dizem que sim, que somos.

06.11.25

À frente, um muro de betão


a. almeida

Quem é o Jorge Pinto? Sim, esse candidato a presidente da nossa república, apresentado pelo Livre? É que não conhecia, até ontem, o homem de lado algum, bem menos que o Albertino da Nanda, de Freixo-de-Espada-à-Cinta, que sei que é tractorista, ou o Ramiro, de Marco de Canaveses, que trabalha numa pedreira local.

Mas, louve-se a figura porque presunção e retórica não lhe falta. Ele fala como se já fosse o Cristiano Ronaldo dos candidatos a Belém, o supra-sumo aglutinador da esquerda. O Seguro e os outros 99 candidatos representativos da esquerda têm que se pôr a pau, que este homem, ilustre desconhecido, vai arrasar.

Infelizmente para ele, e felizmente para o país, a realidade é um muro de betão armado, e se não desitir antes, porque para já importa publicitar e dar protagonismo ao Livre (é disso que se trata), o mais certo é esbardalhar-se contra esse muro e depois fastar-se com a rabinho entre as pernas, com  uns 2 ou 3% dos votos e remeter-se novamente ao anonimato.

A ver vamos. O homem até citou o recente vencedor de Nova Iorque, a sustentar que pode haver uma surpresa e também ser eleito, mas convenhamos que uma coisa é sonhar a dormir e outra acordado.

16.10.25

Uma observação com ervilhas e alecrim


a. almeida

freguesias observador.jpg

Atentos à lista de freguesias do concelho de Santa Maria da Feira, inclusa nesta página da versão online do Observador,  só pode ser brincadeira que uma das freguesias, que pela ordem alfabética será Guisande, apareça como "Ervilhas".
Do mesmo modo, a freguesia que será Romariz, está indicada como "Alecrim".

Pessoalmente gosto de ervilhas, em arroz ou em guisado, com frango ou ou vitela, e alecrim também gosto e tenho pelo quintal, que uso tanto como tempero como para chã.

Mas, convenhamos, fica mal, muito mal, ao Observador, esta ligeireza. É o que dá recorrer a IA sem verificação. Mas podia ser pior, se confundindo Lisboa com coentros ou Porto com rabanetes. 

25.09.25

Onde pára a flotilha?


a. almeida

A flotilha activista, humanitária, turística, mediática e afins, já aportou em Gaza? 

Com preguiça, perguntei a um assistente de IA qual a distância marítima entre Barcelona e Gaza e que tempo demora a viagem utilizando um barco médio. Do que respondeu, com as diferentes variáveis, presume-se que a viagem demoraria 3 a 4 dias. Que fossem 7 ou 8.

Neste andar, vai demorar tanto tempo como o Vasco da Gama na viagem marítima para a Índia no séc. XV. De resto, era previsível. Quanto mais tempo, mais dura a coisa, o suspense, como nos antigos folhetins radiofónicos e nas modernas novelas. É disto que se trata, uma novela! 

 

1. Distância aproximada

A rota mais curta entre Barcelona (Espanha) e Gaza (Faixa de Gaza) pelo Mediterrâneo, em linha reta (rota ortodrômica), é de cerca de 3.000 a 3.200 km (≈ 1.600–1.700 milhas náuticas).

2. Velocidade de um barco médio

Isso depende do tipo de embarcação:

Veleiro de cruzeiro: 5 a 7 nós (9–13 km/h).

Iate a motor médio: 15 a 20 nós (28–37 km/h).

Navio de carga/ferry: 18 a 22 nós (33–41 km/h).

3. Tempo estimado de viagem

Veleiro (6 nós) → ~270 horas = 11 dias (navegando direto, sem paradas).

Iate a motor (18 nós) → ~90 horas = 3,5 a 4 dias.

Navio de carga (20 nós) → ~80 horas = 3 a 3,5 dias.