Vi apenas uma parte e confesso que não gostei. Apenas um ou outro apontamentos interessantes.
O espectáculo de abertura dos Jogos Olímpicos em Paris pode ter sido em grande, diferente do habitual, mas sem grande coisa. De resto, feito e pensado quase exclusivamente para a televisão e, sem chuva. Parece que, aberto o céu, os jornalistas nem toldes ou plásticos tinham para se protegerem e ao equipamento, mas nestas coisas poupa-se no essencial para se gastar no acessório, como quem diz, economia na farinha para esbanjar em farelo. E era necessário que assim fosse, um espectáculo televisiso, pois seria impossível de outro modo, até pelo "estado de guerra" em que está a cidade das luzes.
No geral, e do género, já vi melhores quadros em paradas de orgulho gay. Foi uma apologia a esse movimento, como se fosse disso que se tratasse. Não fosse o desfile de atletas a agitarem as respetcivas bandeiras e parecia mesmo uma parada de um grupo específico. O assunto eram os jogos, mas já sabemos que em Paris e na França les jeux sont différents. Se a maioria dos demais países participantes têm outras culturas e valores, porventura mais reservados e menos dados à apologia da promiscuidade, a França"caga-se" para isso.
Alguns comentários babados e rendidos, exaltam que foi um espectáculo a demonstrar que não devemos ter "medo" nem nos rendermos a ele. Para esses apatece perguntar, o que fazem então todos aqueles largos milhares de polícias e todo o aparato militar que por estes dias fazem de Paris uma cidade fortaleza? Para proteger quem e do quê?
Vive la France!
Notas posteriores: A paródia à "Última Ceia", é a todos modos ofensiva, despropositada, e como diria o outro, "não havia necessidade". Mas havia, porque a França nisto é especialista. Celebrar a "tolerância" com representações ofensivas não é seguramente o modo certo de o fazer. A França está habituada a celebrar a tolerência com violentas manifestações de rua, pelo que tem fraca escola.
Curiosamente, desta vez (porque será?) escaparam às ofensas a religião muçulmana. É que provavelmente já não há polícias suficientes para aumentar o reforço da segurança que tal ofensa exigiria. É assim paradoxal que num país que se identifica como "tolerante", se proponha, num contexto de um evento global e multi-cultural, racial e religioso, a ofender gratuitamente culturas e religiões. E anda preocupada com questões de segurança? Quem não deve não teme, mas a França teme, porque em variadas situações se expõe e põe a jeito.
Vive la France!