11.01.26
Consoada de Reis
a. almeida



Para o ano, Deus queira, haverá mais!
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
11.01.26
a. almeida



Para o ano, Deus queira, haverá mais!
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
24.06.25
a. almeida

Na melhor tradição, cá por casa houve noite de S. João. Longe da confusão, do meio da multidão, mas em família. Houve, como de costume, sardinha assada com salada de pimentos assados, costeletas de porco grelhadas para os mais esquisitos, que os mais novos não são de espinhas, arroz de feijão, caldo verde, vinho branco e tinto, broa caseira, azeitonas e tudo o resto, o que, desta maneira, ficou por meia dúzia de patacos por cabeça, enquanto que fosse na tasca da festa, pagar-se-ía "couro e cabelo".
Houve tempo para a sobremesa, com bolo, cerejas, ameixas-de-s.joão e até para a largada de um balão. Como se não bastasse, virada ao mar, nuvens negras com relêmpagos, como se fora fogo de artifício de borla. Porém, se choveu não foi por cá.
Já dizia a minha bisavó, "melhor festa faz quem em sua casa em paz".





22.06.25
a. almeida



Hoje houve polvo, cá em casa, pelas mãos saborosas da patroa. Batatas, alface e cebola, cá da horta. A adoçar, cerejas e tarte de laranja. Para memória futura!
Fosse num restaurante xpto, ía-se meio ordenado!
12.06.25
a. almeida
O programa "Praça da Alegria" é mais um dos vários formatos de encher chouriços na nossa televisão e entreter a gente reformada ou aliviar a tensão nas salas de espera dos serviços públicos. Para além disso, tem promovido umas espécies de concursos ou competições cujo principal objectivo é facturar com chamadas de custo acrescentado, levando a vinhança, família e amigos a telefonaram a escolher o concorrente A ou B, toque ele acordeão, pífaro ou castanholas, tenha talento e formação ou apenas um habilidoso com algum jeito. Aqui há uns tempos, correu pela freguesia um pedido para votar em alguém que lá iria estar a competir em qualquer coisa. Não precisava de ver e ouvir e ajuizar do merecimento, mas apenas porque era conterrânea.
Agora, parece que, dentro do mesmo, vai promover a Praça uma competição de petiscos. Não sei se serão, 10, 20, 30 ou 50 participantes ou concorrentes, mas na certeza de que um pratinho de moelas, petinga de cebolada, couratos de porco, rojõezinhos ou uma punheta de bacalhau, ganhando no juíz do telefone, no julgamento do quem mais liga, ficará com o pomposo título "O petisco melhor de Portugal", como se de facto o país inteiro na arte de fazer petiscos, ali fique representado. Não sei se participará a minha sogra com as suas papas de milho amarelo ou o Tono da Esquina que sabe combinar língua de porco com fígados de galinha como ninguém ou mesmo o Zé das Fêveras que as serve com o tamanho como se fossem de porco de 50 arrobas ou o Albino que as vende, as fêveras, ao metro ou a Adega Sporting, de Castelo de Paiva, com um cardápio de tudo quanto é petisco do bom e melhor. Talvez não, porque a Praça pode ser da Alegria mas deve ser uma tristeza de espaço para albergar tanta e tanta gente, do Minho ao Algarve, dos Açores à Madeira, que no que se refere à nobre arte da confecção da petiscada.
Mesmo compreendendo o alarido televisivo, é, em rigor, um abuso, uma bacoquice, que por mais parcial que a coisa seja, se arvore e publicite como "o melhor de Portugal".
Vale o que vale, pouco, mas na arte de vender banha da cobra, importa antes o parecer que o ser. A nossa RTP, pública, que por isso devia ser mais comedida nos abusos e eufemismos, já não consegue ser diferente das demais. É a concorrência a ditar as leis.
13.04.25
a. almeida
![IMG-20250413-WA0012[1].jpg](https://fotos.web.sapo.io/i/B2518eaa4/22751326_6ZFHB.jpeg)

Cá em casa, é batatas.
Num restaurante XPTO, é "costeletas de porco biológico, assadas a 185 graus e meio, aconchegadas com cobertor térmico de batata rústica envolvida com rodelas de cebola caramelizada, polvilhadas com agrião selvagem e salsa fresca laminada"
Cá em casa ficou a 3 euros a porção. Num restaurante XPTO, 90 euros, a pronto. Cá em casa, foi a patroa, no restaurante chique, foi o(a) "chef".
08.04.25
a. almeida

Um delicioso cabrito assado, acompanhado com grelos - Por terras de Arouca.
A foto não lhe faz justiça.
10.03.25
a. almeida

Cá por casa, seguindo a tradição, no almoço de Carnaval, foi assim. Coisas como orelheira e costelas, estão por baixo, escondidas.
Bem sei que que estas coisas não vão à boca dos que lutam por ter cinturinhas de formiga e vivem com cara de desconsolados, e que, como diz por cá o povo, e desculpando-me a linguagem, "não comem para não cagar", mas é o que é. Afinal, ainda seguindo, no dia seguinte, Quarta-Feira de Cinzas, foi de jejum e abstinência, a água e pão. Por conseguinte, umas pelas outras...

