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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

03.05.24

Olhares

Ribeira de Santa Marinha


a. almeida

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A ribeira de Santa Marinha (ou da Açoreira), nasce na serra do Montemuro, a cerca de 950 metros de altitude, a norte da aldeia de Ervilhais. Tem uma extensão de cerca de 7,50 km. É afluente da margem direita do rio Ardena, este por sua vez é um dos importantes afluentes da margem direita do rio Paiva.
A ribeira de Santa Marinha proporciona vistas e recantos paradisíacos, com bonitas cascatas e açudes, nomeadamente os que envolvem o Parque de Merendas de Nossa Senhora de Lourdes, próximo da igreja matriz de Santa Marinha de Nespereira, freguesião de Cinfães.
Tenho visitado o local em diferentes ocasiões, sendo que é por esta altura que, com água relativamente abundante, e de resto até choveu ontem, mostra a plenitude das suas características.
Sem dúvida a merecer uma visita a quem por perto ande.

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26.04.24

Coração de papoila


a. almeida

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Uma papoila crescia, crescia, grito vermelho, num campo qualquer.

E que melhor maneira de festejar o Dia da Liberdade do que dela usufruir plenamente? Pois foi assim, ontem, 25 de Abril. Manhã cedo, rumo à serra da Freita - Arouca, quatro almas percorrendo um trilho não oficial, daqueles seguidos apenas pelo mapa e sentido de orientação.

Foram quase 15 km por trilhos e caminhos duros, de, subidas e descidas íngremes, com paisagens deslubrantes e a serra pintada de púrpura das urzes e de amarelo da carqueja. 

Em resumo, das cerimónias da data, nada vi nem ouvi, nem discursos do mais do mesmo, do rame-rame costumeiro, do recalcar do que foi feito, conquistado e do que falta cumprir. Não estarei cá, seguramente, mas daqui a mais 50 anos ainda será a mesma cantiga, isto se no entretanto os senhores da guerra, de dedo pesado, não accionarem os botões vermelhos.

Em resumo, um dia pleno de liberdade. Pena que de curta duração e hoje, já em trabalho, de novo preso à ditadura dos deveres e obrigações, porque isto de liberdade é bonito, como na cantiga e nos slogans, mas no fundo há bocas para alimentar, incluindo as do cão e gatos, casa para pagar, contas de seguros, de água, saneamento, gás, electricidade para não esquecer,  IMI, IUC, IRS, IVA para engordar o cofre comum.  Não falta quem se queira ver livre destas "algemas" e encontrar nas tetas do estado social a solução para todos os seus encargos, mas isso, não faltando quem delas mame, é para a larga maioria uma utopia. 

A vida, em todas as suas nuances, não se compadece nem vive apenas de lirismos. A realidade quase sempre é infalível a sobrepor-se à fantasia, à ilusão. Se estas existem e a elas recorremos, são apenas lenitivos que pouco efeito têm e que tomamos como placebos.

Quanto à foto de cima, captada numa das ruas de uma aldeia da Freita,  fiz da papoila coração.

Seguem-se alguns olhares da caminhada.

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15.04.24

Caminhando pela Freita


a. almeida

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Numa bonita manhã de primavera, abrimos a época das caminhadas e da caça aos olhares. Fomos a convite da Freita. Recebeu-nos, à porta de Albergaria e por entre um lençol de verde e amarelo, o fresco rio Caima, sorriram-nos os irrequietos ribeiros da Foz e do Serlei. Acenou-nos o manso gado entre a carqueja e a indiferença das pedras. Logo abaixo abraçamos a Castanheira parideira e na subida para Cabaços a promessa da chegada.
Desta vez e já pela terceira vez, o PR15 de Arouca, sempre diferente em distintos tempos porque na serra o tempo está sempre com diferentes caras, ora fechado, cinzento, sizudo, ora aberto, colorido, fresco ou abrasador.

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