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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

01.11.25

Sobre os rabiscos


a. almeida

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Sobre os rabiscos neste quiosque: São fraquinhos? Serão! Mas, se me serve de consolo, são meus e não gerados, a pedido, por uma qualquer IA.

Não por mim, porque me dão apenas tostões, mas por quem realmente tem talento, são difíceis estes tempos em que, a pedido, põem-nos nas mãos uma ilustração, assim, sem mais nem menos.

Pior do que isso, é, todavia, a lata de quem os toma como seus e deles faz negócio. O mal está tão espalhado que já não sei se há solução. Pode ser que um dia, bem mais à frente, se volte a dar mérito e pagamento ao verdadeiro talento, àquele que sai das mãos, da cabeça e do coração, mas cheira-me que para já e pr muito tempo o caminho é a descer, como num poço. Terá fim?

28.05.25

Revanchismo discursivo? É dar-nos música!


a. almeida

Do JN, de ontem:

"Há um revanchismo discursivo em relação à Esquerda que ganhou volume com os resultados eleitorais. A Direita sente que está com as costas quentes e que pode achincalhar os perdedores. Não falta quem venha reforçar o mito propagado pela extrema-direita de que temos vivido numa espécie de regime socialista nos últimos cinquenta anos e é hora de celebrar a libertação. Como se o PS tivesse governado até à semana passada e como se essa governação fosse realmente socialista. Esse discurso delirante vem acompanhado da vontade de mudar a Constituição e de eliminar o preâmbulo que lhes “legitima” o delírio.".

Apresenta-se como música e escreve no JN. Confesso, todavia, que não conheço uma única música das suas e por conseguinte é-me para o caso tão relevante como uma qualquer música anónima que escreve para o jornal da freguesia. Falha minha, admito! Sou mais dos Pink Floyd!

Não tenho eu o ensejo de ser pago para escrever, pelo que escrevo por aqui, de borla. E hoje escrevo apenas para dizer que acho graça ao que escreveu a Capicua. Dava uma boa músíca se com um ritmo revolucionário.

Então a Capicua entende que há um "revanchismo discursivo em relação à Esquerda"? E que a Direita "achincalha os perdedores"?

Mas, então, não foi sempre isso que fez a Esquerda em relação à Direita? Não foi a "geringonça" um hino a esse achincalhamento, fazendo dos perdedores vencedores e do PS, derrotado por Passos Coelho, fazendo emergir das brumas da maioria parlamentar um Primeiro MInistro? E lembra-se, a Capicua, das "costas quentes" do António Costa a debitar pérolas como o "habituem-se!"?

Quanto ao "...Como se o PS tivesse governado até à semana passada e como se essa governação fosse realmente socialista": Ó Capicua, de facto não foram 50 anos de governação socialista, mas convenhamos que foram muitos. Basta dizer que nas duas últimas décadas o PS governou 15 anos. Se quisermos recuar, nos úlitmos 30 anos foram 22 de socialismo. É uma boa relação, não é? Se fosse uma proporção de whisky com coca-cola, já dava uma valente moca. 

Convenhamos que, com tantos anos de governação, é difícil aos nossos socialistas argumentarem que não têm responsabilidades no que de mal se fez e sobretudo do que não foi feito. Tem sido, pois, mais que suficiente para justificar o que até aqui falhou, mesmo considerando que pelo meio alguém teve o penoso trabalho de remendar o barco que, à derivam pelo timoneiro Sócartes, naufragava,  já com a água a chegar ao pescoço do país.

Por conseguinte, não sei o que vale a Capicua, admito que até com qualidade, mas mesmo que fraquinha será melhor música que opinadora, sobretudo a defender a sua Esquerda. Não com este refrão, com esta argumentação.

11.04.25

"Eu sou africana, tou-me a c.gar..."


a. almeida

Uma tal de Eva, ou Eva Cruzeiro, ou Eva Rap Diva, é umas das candidatas do Partido Socialista às próximas Legislativas.

Há aqui uns dois anos e picos, numa "epifania", disse cantando, ou cantando a dizer, “Eu sou africana, tou-me a cagar para a guerra na Ucrânia. Esses gajos que se matem como nós nos matamos. Eles não se importam connosco, então, nós não nos importamos. Eu sei que isso se cair na net, muitos vão começar a falar mal, mas não me compete agradar a toda a gente.

Se a nossa classe política anda muito por baixo, a ponto de ainda hoje ter ouvido na rádio alguém dizer que "tem sido um tormento assistir aos debates"  - e a procissão ainda vai no adro - estas escolhas ajudam, em muito a explicar o quão penoso é dar-lhes algum crédito.

Mas se alguma coisa se consegue extraír desse dejecto saída da boca da susposta rapper, é alinhar na mesma linguagem "artística" e também dizer que, "estou-me a cagar para este tipo de candidatos, e de modo mais grosso para quem lhes dá crédito e cobertura a ponto de os propor a serem pagos pelos contribuintes.

Há limtes à decência ou à falta dela.