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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

14.02.25

Dia do Tem De Ser Assim


a. almeida

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Com a actual mixórdia de relacionamentos, fica a grande questão: - Ainda há namoro? Ainda há namorados?

Não obstante, os restaurantes enchem, as floristas não dão mãos a medir, as lojas de perfumes e pingarelhos a propósito põem as vendas em dia. No fim das contas, isto é que conta.

Dizem os dados que em 2024, a ponta do icebergue, a violência no namoro resultou em mais de um milhar de pedidos de ajuda à APAV. Por dia, as forças de segurança recebem, em média, uma dezena de queixas por violência entre apaixonados.  Quantos serão hoje, depois de um jantar à luz de velas e uma troca de mimos?

Em bom português, "Happy Valentine´s Day!".

14.06.24

O meu comandante é cor, cor, ...coronel da infantaria


a. almeida

Há dias um amigo confessava-me que em termos de relações as coisas andam esquisitas nas redes sociais. Que vira um velho conhecido seu, que não via há anos, com uma raparigota jovem ao seu lado e que, comentando, lhe dera os parabéns por ter uma filha tão bonita. Mas desse velho conhecido, que não via há uns anos, recebeu a informação de que, afinal, divorciara-se e aquela que parecia sua filha, era na verdade a sua nova companheira e com quem cavalgava novas aventuras.

Ficou perdoada a gaffe do meu amigo, mas este jurou não comentar mais este tipo de coisas. É que hoje veem-se pessoas a exporem-se desbragadamente, entrelaçadas, a declararem mutuamente um amor tão profundo e intenso que parece que vai ser eterno e chegar, no mínimo, às bodas de ouro. Mas, pasme-se, dali a nada, a reviravolta, o mesmo enredo, e com a mesma lata, as mesmas juras e declarações, mas a outros ou a outras.

Portanto, em resumo e como lição, é melhor não comentar relações nem quadros pintados com gente apaixonada, porque a coisa por regra dura tanto como manteiga em nariz de cão.

É melhor fazermos de conta que, apesar da coisa ser com pessoas reais, as suas vidas e os seus amores, são como as encenadas e exibidas numa qualquer novela. Mas não falta quem goste de novelas e jure que são reais. E a coisa calha a todos porque, vá lá saber-se porquê, não nos livramos dos telhados de vidro. Mas quem mais sobe e se expõe, mais se sujeita a cair com estrondo no chão do ridículo. Bom senso e discrição nunca fizeram mal.

Quem também percebe disto, é um outro meu amigo que ainda há pouco viu um velho coronel, seu comandante na tropa, fardado e de pose militar, a lamentar-se no Facebook  por ter sido enxotado pela companheira de um casamento de décadas, trocando-o por um antigo namorico que reencontrara na rede. Não havia necessidade de esperar pelos setenta e muitos para encornar o garboso militar. Ademais, para além da espada de prata, como todos os militares tinha uma boa e choruda reforma, coisa que agrada às mulheres. De pouco lhe valeu.

Mas as coisas são mesmo assim. As redes sociais são a antítese das velhas casamenteiras da aldeia e estão aí para abrir portas e janelas de forma vergonhosamente descancarada a novas relações e aventuras.

Quanto ao velho e brioso coronel, mesmo lamentando a situação, que não se afunde em lágrimas, que vá para o Tinder ou mesmo para o Facebook, cúmplice da traição, dar-se a conhecer, propalar a sua boa posição social e económica, e verá que não lhe faltarão candidatas, com mais ou menos sotaque,  a desejar afiar-lhe a espada e a dar lustro aos galões.

Love is in the air!