06.10.25
A flotilha do ridículo ao cubo
a. almeida
Está mais ou menos terminada a novela da flotilha mediática. Os "heróis e heroinas", chegaram sãos e salvos (sabe-se lá com despesas pagas por quem). Por mim podiam ficar por lá a activar.
Na parte que toca aos turistas portugueses, decorreu e acabou exactamente conforme programado, para os próprios, e rigorosamente conforme previsto para quem esteve de fora. Nada, nada, no mais ínfimo pormenor, se desviou do roteiro, nem as queixinhas de "fome e sede" que aquelas pobres criaturas dizem ter passado.
Fosse assim fácil adivinhar o resultado do euromilhões e o primeiro prémio daria apenas 1 euro a cada premiado, de tão previsível.
Sem mais delongas, o resultado foi ridículo, ridículo, ridículo. Não menos ridículo do que isso, a imensa cobertura mediática dada à novela, numa prova provada que a nossa CS também deveria ir a votos e ser reduzida, democraticamente pelo eleitores, à sua insiginificância.
Siga, que ainda há sumo para espremer! Arme-se já uma flotilha terrestre para ir para Moscovo reclamar pela injustificada invasão de um país livre, para Tiananmen, em Pequim, a manifestar contra o desrespeito pelos direitos humanos e falta de democracia, ou logo acima, na Coreia do Norte, a vociferar pela ditadura medieval do Kim. Bóra lá!.
