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Diário de quem já não vai para novo

...porque as palavras são a voz da alma.

Diário de quem já não vai para novo

...porque as palavras são a voz da alma.

29.04.24

Quando se palra demais...


a. almeida

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É sabido que a figura que temos como presidente da República não é propriamente dada a contenções verbais. Ora de tanto falar e palrar, não raras vezes Marcelo Rebelo de Sousa comete umas valentes calinadas. A última, a tal questão de considerar que Portugal deve pagar reparações financeiras aos países que foram suas ex-colónias.

Não vou tão longe a ponto de concordar com o CHEGA, que considerou a ideia como uma traição aos portugueses, mas subscrevo todos os que consideram isso um disparate, porque a tentar reverter o curso da história, sabendo que esta, para o bem e para o mal não pode ser revertida. De resto seria abrir uma caixa de pandora que não teria fim e nesses pressupostos todas as nações em algum momento foram invadidas, espoliadas e saqueadas. Onde é que isso nos levaria?  Teríamos que devolver o condado portucalense ao reino de Leão? Quem pagaria pelas invasões romanas e bárbaras? Como reclamar os desmansos das invasões napoleónicas? Terá Espanha que devolver Olivença? Quem pagará aos retornados do ultramar tudo quanto deixaram para trás? Quem terá que pagar a quem?

De tão estúpida a ideia não merece sequer discussão. Lamenta-se que a principal figura do Estado se coloque nesta triste posição, como um mero papagaio a palrar.

Pedir desculpa, admito, mesmo que em rigor todos quantos são portugueses contemporâneos já não tenham responsabilidades pelos actos dos seus antepassados. Procurar manter relações de respeito e interesse mútos, concerteza, se assim o desejarem. O resto é agenda woke e o presidente está a alinhar nela, a saír melhor que a encomenda.

Não havia necessidade!

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