22.05.25
Os guardiões do sagrado templo
a. almeida
Com a nova relação de forças na Assembleia da República decorrente dos resultados eleitorais deste Domingo passado, com a Direita a representar mais de 2/3 dos deputados por via da hecatombe da Esquerda, vai-se falando da possibilidade de alteração à sagrada Constituição. Para já tem mostrado maior interesse nisso a Iniciativa Liberal com o Chega também receptivo a alinhar, Para já, do que sei, não se conhece a posição da AD.
Ora face a esta possibilidade, já estrebucha alguma Esquerda. Mas porquê tanta comichão? Afinal não é a própria sagrada Constituição que prevê a sua alteração, se por acordo de pelo menos 2/3 dos deputados? Haverá nisso, caso haja o entendimento, algum atropelo à lei e ao próprio sagrado documento? Qual o pecado? Qual o desrespeito? Qual a ilegalidade? Qual o problema? O de não ser alterado pelos sagrados guardiões do templo, os sacerdotes da Esquerda?
Não obstante, entendo eu e outros, que uma revisão deve ser o mais alargada possível e, no caso, mesmo fora da ala da direita, mesmo que não necessário pela nova composição do Parlamento. Acho importante que pelo menos o PS seja chamado ao assunto, pois apesar da sua nova situação, enfraquecida, em que tudo indica que perderá para o Chega o papel de líder da oposição, é uma força importante, histórica e necessária. Será um erro se não for tido em conta.
A ver vamos!