26.05.25
O marinheiro aventureiro
a. almeida
O almirante Gouveia e Melo confirmou, há dias, que vai ser candidato a sucessor do actual presidente da república, o qual, lá para Janeiro próximo, já vai tarde. Este último mandato, parece-me, tem sido penoso.
Já o havia dito , mesmo antes de saber pelo próprio se confirmaria a candidatura, e por agora mantenho a intenção. Se nada de relevante se passar no ainda longo tempo em falta para as eleições presidenciais, a votar será mesmo no almirante. Não por simpatia por também eu ter prestado serviço militar obrigatório na Marinha, mas porque entre as actuais e futuras opções é, de longe, a menos "mais do mesmo", porque fora da esfera do apoio partidário dos dois principais partidos (PSD e PS - Não, ainda não meto o Chega neste campeonato).
Bem sabemos que o presidente da nossa república é pouco mais que uma figura decorativa, mas se for alguém com sentido de estado e que não ande por aí a mostrar-se em calções de banho, a comer gelados, a expor-se a selfies e outras vulgaridades, será positivo. Para se ser popular não é necessário ser popularucho. Não tem que ter o ar fechado do General Eanes, o cinzentismo de Cavaco ou o formalismo de Sampaio, mas algures entre o 8 e o 80 haverá lugar para a seriedade formal, institucional e o respeitinho devido.
Em todo o caso, Janeiro ainda está distante, pelo que entre águas calmas, tempestades e bonanças, haverá tempo para navegar. Veremos se com ou sem enjoos.