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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

20.08.25

Ó da Guarda!


a. almeida

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Em recente saída de férias por este Portugal profundo e interior, com a pontaria de passar pelos locais mais afectados pelos incêndios, nomeadamente nas zonas de Sabugal e Fundão, pelo que sempre sem ver o azul do céu e a respirar um nevoeiro de fumo, fiz eu, e quem me acompanhava, uma paragem e visita, entre muitas, na sempre deslumbrante e granítica Sé da Guarda.

Custa comprender, porém, certas opções de quem tem responsabilidade e gere alguns dos nossos espaços e património históricos. Mesmo percebendo que a limpeza e conservação custam dinheiro, é difícil de compreender que para se entrar na Sé da Guarda seja preciso cobrar um bilhete e com um adicional se para aceder ao terraço. Disse, testando, que apenas pretendia rezar e, talvez por algum decoro, autorizaram, mas sem ordem para fotografar. Para isso, apenas pagando. Ok!

Já no interior do templo, duas máquinas para aviar medalhas personalizadas alusivas ao local. Daqui a nada terá ali uma máquina de aviar finos e sandes de bifanas. Fiquei a pensar que se Jesus cá voltasse teria de ali usar o chicote de cordas e acabar com aqueles "vendilhões no templo".

Também em Belmonte, com 40 graus de temperatura, na pequena capela de S. Tiago, novamente a bilheteira à porta. Que para se rezar poderia ser em qualquer sítio, respondeu a zelosa cobradora. Por sua vez, o castelo, mesmo que num Domingo e em dia de Feira Medieval, fechado, ou pelo menos com impedimento de acesso e visita porque em preparação um espectáculo musical que iria acontecer à noite, com acesso pago. Creio que informaram que iriam actuar os The Gift.

E vai alguém, em tempo de férias, do Algarve ou do Minho a Belmonte, ou vindo da menos distante Espanha, e fica impedido de visitar o castelo, porque sim. Para mim o prejuízo foi zero, porque já tinha visitado há uns dez anos atrás, mas fiquei aborrecido pelos casais amigos que me acompanhavem. Bonita e esquisita forma de promover a visita do nosso interior e dos seus monumentos históricos.

Tempos estranhos estes, em que já não conseguimos aceder a um espaço tão emblemático como a Sé da Guarda sem ter de pagar ou aceder ao interior escalvado de um castelo em terra de Pedro Álvares Cabral. Já nada é como dantes!

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