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Diário de quem já não vai para novo

...porque as palavras são a voz da alma.

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06.05.24

Como no teatro


a. almeida

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Pedro Nuno Santos, do Partido Socialista,  parece-me ser igual a muitos que conheço, que conhecemos, pretendendo que lhe seja dada razão só por ter um registo de discurso em tom agressivo e com uns valentes decibéis acima da escala e lançar umas atoardas do género de não ter memória de um Governo ter começado tão mal em funções como o este da AD. Terá memória curta ou selectiva, é o que é.

Em todo o caso, é disto o que a casa gasta e esperar algo em contrário é que seria contra-natura. Por conseguinte, até que sejam marcadas novas eleições, o que não deve tardar, será este o registo, mesmo que agora, numa Cheringonça, a aprovar medidas que em oito anos ficaram por fazer, como o caso das SCUT. E virão outras. É preciso alguma lata e PNS têm-na.

De facto os nossos partidos do arco da governação são bipolares, com uma cara na oposição e outra no governo, como no teatro, ora comédia, ora drama. O problema desta ambiguidade, que nem chega a ser porque uma boa parte do eleitorado, o não clubista, vai-se apercebendo destas representações,  talvez por isso é que sem outras referências mais equilibradas desiquilibra-se para forças como o CHEGA. 

Assim sendo, a não ser que ocorra um cataclismo, em que a política e os políticos são prodigiosos, daqui a nada teremos o Ventura e companhia com mais companhia, mais eleitores, mais votos, mais deputados, mais força parlamentar. Vão, pois, PNS e os demais, em "bom" caminho.

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