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Diário de quem já não vai para novo

...porque as palavras são a voz da alma.

Diário de quem já não vai para novo

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24.04.24

Comments, no comments


a. almeida

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Algumas considerações sobre a importância dos comentários nos blogs:

Interatividade da comunidade: Os comentários permitem que os leitores expressem as suas opiniões, façam perguntas e deem feedback sobre o conteúdo do blog. Isso cria um sentido de comunidade em torno do blog e pode aumentar o envolvimento dos leitores.

Oportunidade para esclarecimentos: Os comentários oferecem uma oportunidade para o autor do blog esclarecer pontos que podem não ter sido totalmente compreendidos no texto original. Isso pode ajudar a garantir que os leitores absorvam completamente o conteúdo e entendam a mensagem que está a ser transmitida.

Feedback construtivo: Os comentários podem fornecer feedback valioso sobre o conteúdo do blog, ajudando o autor a melhorar a sua escrita, abordar lacunas de informação ou explorar tópicos relacionados que os leitores estejam interessados.

Criação de rede: Os comentários podem levar à criação de ligações entre os leitores, criando uma rede de pessoas interessadas num determinado tópico. Isso pode levar a discussões mais aprofundadas, partilha de recursos e até colaborações futuras.

Moderação adequada: É importante que os comentários sejam moderados para garantir que permaneçam construtivos e respeitosos. Isso pode incluir a remoção de spam, comentários ofensivos ou irrelevantes, bem como incentivar a participação saudável e construtiva.

Respostas do autor: Sempre que possível, o autor do blog deve tentar responder aos comentários dos leitores. Isso demonstra envolvimento e valoriza a contribuição dos leitores, além de promover uma conversa mais significativa.

Estímulo à participação: Para encorajar mais comentários, o autor pode fazer perguntas aos leitores no final do artigo, pedir feedback específico ou até mesmo destacar comentários interessantes em futuros posts.

Em resumo, tudo lugares comuns, coisas muito certinhas e politicamente correctas. Mas como em tudo, há o reverso, ou, se quisermos, vários reversos da moeda: Há autores que gostam de receber comentários mas evitam fazê-los. Há os que com sentido de tolerância aceitam tudo, mesmo que críticos e contrários; Há os que apenas aceitam o que lhes agrada, reprovando os que traduzem o contraditório, mesmo que feitos de forma sustentada e correcta; Há, em suma, de tudo um pouco e o contrário.

Pessoalmente, não sendo dos que mais comentam, tenho comentado e sempre procuro fazê-lo de modo adequado, e de resto tudo o que tenho deixado como recado ou opinião, tem sido aprovado na moderação pelos autores e não raras vezes com simpática retribuição. Todavia, se há posts que me levam a querer comentar, mas que prevejo que será chover no molhado e malhar em ferro frio, pela ortodoxia dos autores e dos artigos, prefiro passar ao lado. Afinal é velho o ditado de que "lavar a cabeça a burros é uma perda de tempo e gasta-se sabão". Além do mais, aprendi numa leitura de um livro da minha escola primária, que travando-se de razões e em luta um moleiro e um mineiro, ficaram, naturalmente, ambos acinzentados. Face a isto, é pura perda de tempo.

Apesar de tudo isto, por estes dias deixei um comentário num blog onde alguém dissecava o livro de Passos Coelho e sobre o conceito nele de "família tradicional". Porque depois desse meu comentário já vi vários outros aprovados, deduzo que o meu tenha sido censurado ou posto em banho-maria a aguardar uma melhor disgestão. E isto surpreende, ou talvez não, vindo de alguém que supostamente defende os tais valores à frentex, abrileiros, muito na onda woke.

Normalmente quando os meus comentários são longos e que por si só dariam um post, costumo guardar o texto. Com pena, não foi o caso porque o reproduziria aqui com todas as letras. Ora como não pretendo nem gosto de refazer o que feito foi, fica sem efeito. Mas registo essa particularidade sobre a autora desse blog que escuso de publicitar. Naturalmente que perdeu o cliente mas haverá sempre quem por lá vá dizer que sim, que sim, que sim.

Vem , pois, este censura, a talho de foice, de que anda por aí muita boa gente a blogar, que apesar de defender os tão propalados valores de Abril, e com a liberdade na boca a toda a hora, tanto mais que amanhã se celebra o meio século sobre a data, na realidade são eles, ou elas,  não mais que uns ditadorzinhos birrentos que não lidam com a opinião contrária, o contraditório. Nada que surpreenda, antes pelo contrário.

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