24.02.25
Apenas pelo ordenado mínimo?
a. almeida
Presumo que o cargo de presidente da Federação Portuguesa de Futebol venha acompanhado apenas do ordenado mínimo, porque, para esta boa gente do dirigismo, o leitmotiv da coisa é unicamente o serviço público, num altruísmo digno de nota. Surpreende, portanto, que, com tanto sacrifício, fiquem agarrados ao cargo até que os estatutos lhes impeçam qualquer recandidatura.
E gostam tanto de estar ao leme do dirigismo, com este espírito tão desprendido, que, mal deixam um poleiro, já saltam para outro. Veja-se o caso do Sr. Fernando Gomes, que, com imensa tristeza, abandona a presidência da FPF — o morto ainda está quente, e já se prepara para ocupar o nobre cargo de presidente do Comité Olímpico Português.
Enquanto isso, aqui na aldeia, o nosso Centro Social é gerido por uma Comissão Administrativa, sem direcção, porque ninguém quer assumir responsabilidades. Não souberam disto o Fernando Gomes nem o Pedro Proença, caso contrário, certamente se apresentariam às eleições, tal é o seu inabalável espírito de voluntariado e entrega ao serviço público.
Realmente, há coisas. Ou são mesmo uns tipos porreiros e desprendidos, ou então… não estou mesmo a ver o que os move. Haverá mais alguma coisita?