30.07.24
A próxima já está igualmente ganha
a. almeida
Já se sabia no que ía dar o resultado das eleições presidenciais na Venezuela. 2+2 continuam a ser 4. Pouco importa esgrimir aqui o óbvio. Num regime como o do Nicolas Maduro, nunca há surpresas. Tudo decorre conforme previsto.
Entretanto, vários países já felicitaram Maduro pela vitória, com destaque para a Rússia, Cuba, China e Irão, exemplos cimeiros da "democracia" e transparência. Um bom naipe. Não confirmei se também a Coreia do Norte, outro modelo de liberdade, mas é de supor que sim. Por cá, o PCP, que, mesmo a caminho da extinção não deixa os créditos por mãos alheias, saudou a eleição do vencedor antecipado, do "conjunto das forças progressistas, democráticas e patriotas venezuelanas" e condenou a reação do Governo português que com outros países, demonstraram grande preocupação com a transparência das eleições na Venezuela.
Que mais não fosse, bastaria este conjunto de países e o PCP a assinar por cima para garantir que por ali tudo continua como deve continuar e à altura de ambos os regimes. Tudo o resto, o que pudesse conduzir a um processo de facto transparente e escrutinado é coisa que não vai à mesa do rei, do ditador.
Siga! A próxima, queira ele, já está igualmente ganha.