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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

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28.07.25

A morte sobre duas rodas


a. almeida

Infelizmente, tornaram-se vulgares os acidentes mortais envolvendo motas e os ditos motards. As notícias fatídicas, de gente que morre ao perto e ao longe, são mais que muitas — e deviam preocupar a todos.
Certo é que, havendo condutores responsáveis e cumpridores das elementares regras de segurança, são imensamente mais os que, diariamente e sobretudo ao fim-de-semana, arriscam e abusam para além da legalidade. Não só se expondo a si próprios ao perigo e ao acidente, mas também a terceiros.Os exemplos de desrespeito são inúmeros, e já poucos haverá que nunca tenham assistido a velocidades furiosas, ultrapassagens entre filas de carros, transposição de linhas contínuas, etc., etc.


Infelizmente, pela sua natureza, os impactos e despistes resultam quase sempre em ferimentos graves e mesmo fatais, como ainda ontem, por aqui, num brutal acidente que levou mais uma vida jovem e e onde o excesso de velocidade deixou um rasto de destruição. Em pouco mais de um mês, foram dois acidentes mortais nesta freguesia, ambos motards jovens.

É pena, porque vemos partir gente nova, bons filhos, bons pais, maridos e esposas — alguns deles nossos conhecidos.
É uma tragédia, mas para além da fatalidade, confesso que já não surpreendem, tal é o desrespeito generalizado.
Qualquer acidente tem circunstâncias próprias, motivos e consequências, e nem sempre os motociclistas têm a responsabilidade directa. Claro que não! Mas, num sentido geral, não restam dúvidas de que há excesso de velocidade e desrespeito pelas regras de trânsito e pelos limites estabelecidos.

Pessoalmente já fui ultrapassado pela direita e já vi das mais inusitadas transgressões e abusos como numa espécie de acidente anunciado.
Não vejo as autoridades a fazerem muito para pôr cobro a este desfilar de acidentes e mortes.

Assim vamos andando, sempre com o coração nas mãos, com receio de que a roleta russa calhe a gente mais próxima e até aos nossos.
Por agora, nada mais a fazer senão lamentar estas mortes que também nos tocam de perto. E que, pelo menos, de cada tragédia sobre um pouco mais de consciência por parte de quem é utilizador e apaixonado pelas motas.

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