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Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

Diário de quem já não vai para novo

...e sem paciência para seguir o rebanho.

02.02.26

O fim - Porque há que desocupar a loja


a. almeida

Antes de ser posto fora da porta, com despedimento anunciado mas sem justa causa, ao fim de dois anos e de pouco mais de 600 publicações, este espaço fica-se por aqui. Daqui a a alguns dias soltarei qualquer amarra que tenha à plataforma e à MEO. Perderá um cliente mas para esta gente um cliente é apenas um número. "Humaniza-te" é apenas um slogan, um merdismo comercial.

Entre alguns (poucos) trolls, foram muitos os que passaram por aqui com regularidade, interessados, ocasionais e regulares, incluindo algumas dezenas de subscritores.

Ainda pensei retomar o blog noutra plataforma, como refugiado, mas considero que pelo tempo de existência não se justifica. Valeu pela experiência. De resto, já me ocupam outros espaços e projectos. Qualquer espaço similar será criado do zero, sem qualquer herança.

A todos os que por aqui encontraram opiniões, pensamentos e reflexões com algum valor, comentaram e reagiram, bem-hajam. Sejam felizes!

01.02.26

Por ter cão e não ter


a. almeida

O assunto é sério de mais pelo que não se presta a banalidades. Todavia, do que habitualmente sobra das tragédias que têm ocorrido em Portugal, nomeadamente desde 2017, é que as percepções são, em muito, manipuladas e moldadas por vários intervenientes, nomeadamente pela comunicação social (que tem andado pela rua da amargura no que a seriedade e ética diz respeito), actuantes políticos, opinion makers, etc.

Para além de todo o drama que foi real, impactante, percebe-se que há sempre quem lhe queira acrescentar uns pontos. Ainda ontem a imprensa televisiva anunciava que havia mais uma vítima da Kristin, um senhor que faleceu por ter caído do telhado da sua casa quando o procurava consertar. Já hoje, anunciadas mais dias vítimas que terão padecido por intoxicação decorrente de uso de geradores. Que mais vítimas se seguirão? Alguém que ía a casa de alguém fazer consertos ou que se despistou quanto ía entregar um gerador a uma empresa? Nesta perspectva daqui a um ano ou dois ainda se andará a somar vítimas deste evento climático. Haja bom senso e dividam-se as águas!

Em resumo, a tónica tem sido esta, mesmo no que se refere às autoridades, governos e seus membros: O de se pagar por ter cão e não ter, por falar cedo, por falar tarde, por falar pouco, por falar muito, por tudo e o seu contrário. Aplica-se aqui a velhinha fábula do velho, do rapaz e do burro. Faça-se o que se fizer e como se fizer, haverá sempre descontentamentos, críticas mais ou menos vorazes, tantas vezes, não de quem sofreu com as tragédias mas de quem as analisa no sofá.

Triste!