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Diário de quem já não vai para novo

...porque as palavras são a voz da alma.

Diário de quem já não vai para novo

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31.05.24

Muitas fotografias para anónimos idiotas


a. almeida

Em comentário ao meu último post "Rio de Onor - A merecer amor", um anónimo questiona se "Este post com muitas fotos é para adultos ou para crianças?". Pelo absurdo e despropósito da questão, e lá saberá o anónimo porque não gosta de fotografias, poderia e deveria ter empurrado o comentário para  o sítio adequado, para o balde do lixo onde se juntam os restos de sardinhas assadas, tripas de carapau ou o resto da açorda do jantar. Mas, como o anónimo poderia ficar a remoer na dúvida, respondi que "Nem uma coisa nem outra. É para anónimos idiotas.".

Em suma, isto de comentários nos blogs é sempre propício à proliferação de anónimos e trolls. Mesmo a dar respostas condizentes, é sempre uma perda de tempo porque aqui mais do que chover no molhado, aplicam-se na medida exacta os ditados de que "Lavar a cabeça a burros gasta-se tempo e sabão", ou então "A burros não se dá conversa, mas palha". E como não há duas sem três, "Nunca discutas com um idiota porque ganha-te em experiência".

Quanto a muitas ou poucas fotografias a ilustrar um determinado post, é como a presunção e água benta e cada um toma a que quer. Estilos ou contextos. Quem não gostar, passe à frente ou arrume para o lado, mas não perca tempo, que este está caro.

Pelo sim, pelo não, criei a tag "idiotas".

29.05.24

Rio de Onor - A merecer amor


a. almeida

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Num fim de semana com tempo propício a dar à sola, uma saída pelo extremo nordeste transmontano. Dos locais que merecem passagem obrigatória, uma visita a Rio de Onor, eleita em 2017 num concurso manhoso como uma das 7 maravilhas das aldeias portugueses (aldeias em áreas protegidas), situada em pleno Parque Natural de Montesinho, no concelho de Bragança, mesmo no limite da raia, e, porque à beirinha e em continuidade, também um olhar à espanhola Rhionor de Castilla e cujas populações convivem irmanadas como se fossem uma única aldeia.

Aldeia de montanha, formada de casas típicas serranas onde predominam o xisto e a madeira como materiais de construção, com varandas alpendradas a que se acedem por escadas exteriores, e ladeadas pelo límpido rio com nome de Onor, do lado português, e del Fontano, do lado espanhol, que enquadram a paisagem, marcada pela igreja matriz de S. João Baptista, sem torre mas com campanário de dois sinos, como é típico por esta região transmontana.

Ambas as margens do rio são unidas por várias passagens, como a emblemática ponte de origem romana. Do lado de Espanha, a singular travessia por poldras (conjunto de pedras alinhadas, cada uma à distância de um passo).

Dizem os guias turísticos que é uma aldeia de coração comunitário e que tem nos seus habitantes o melhor património, com genuíno saber receber.

Talvez porque com a expectativa em alta, porque quem visita Rio de Onor apenas fotografa as coisas pitorescas, floridas e bem arranjadas, sobretudo o casario à face da ruela que margina o rio pelo lado esquerdo, confesso que fiquei desapontado. Esperava uma aldeia mais homogénea na sua estrutura e sobretudo bem limpa e arranjada, já que é nitidamente um local visitado. Do lado espanhol, mesmo que também com casario em ruínas e a igreja de Santa Martina desmazelada e ressequida pelo sol, vi mais asseio e limpeza das ruelas.

Mas vi, naturalmente, do lado português coisas bonitas, mas sobretudo muitas casas em ruína, a ameaçarem cair sobre quem passa nas rua, a merecerem melhor sorte e com reconstrução condizente à tipologia de materiais e tradição, o que não vi de todo na maior parte das reconstruções, algumas autênticas aberrações. Vi algumas dessas ruínas à venda, mas acredito que com valores desfazados da realidade. O local é bonito, com algum valor turístico, mas em rigor daquelas ruínas pouco ou nada se aproveita numa reconstrução, para além do modelo e tipologia a seguir e respeitar. Ora os vendedores e imobiliárias nestas casos têm a tentação de vender um monte de pedras como se ouro seja.

Fica a ideia que por ali, apesar da natureza da aldeia e da sua integração no Parque Natural de Montesinho, cada um constrói e reconstrói como bem lhe apetece. E do que se vê reconstruído, invariavelmente relacionado ao turismo, nomeadamente com casas de alojamento. A comprovar esta falta de gosto, até a vista frontal da bonita igreja matriz é perturbada por vários grossos e negros cabos da rede eléctrica. Que raio de gente esta que manda nestas coisas, a ponto de não serem capazes de encontrar uma solução que desvie os cabos da vista?

Merecia, de facto, uma maior atenção dos responsáveis. Ainda muito falta fazer por ali, mas também, convenhamos, quem é que se preocupa com uma aldeia isolada ali na extrema de um país que pouco ou nada valoriza o seu interior e sobretudo o mais profundo?

O caminho que falta percorrer nesse sentido de valorização e requalificação ainda é longo e sinuoso como a estrada que liga a Bragança, que dizem que parte dela só a partir de década de 1960, pelo que pelo menos uns 30 quilómetros até à aldeia eram percorridos apenas por trilhos e caminhos no que acentuava o seu isolamento face a povoados próximos, sobretudo à sede do concelho.

Rio de Onor, seja como for, a merecer visita, mas sobretudo amor.

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29.05.24

Falar mal, escrever pior


a. almeida

Falamos mal e escrevemos pior porque na realidade não praticamos nem exercitamos de forma continuada e proactiva. E se quanto ao falar, a isso somos obrigados, nem que seja para pedir pão na padaria e carapaus na peixaria, já o escrever, nem por isso. Mesmo que o analfabetismo seja apenas residual e nas gerações mais idosas, por motivos compreensíveis, a verdade é que substancial é o analfabetismo funcional no que se refere à escrita, mas não só. Para além de dificuldades de oralidade e escrita, há a somar muita incapacidade de ouvir e de perceber o que se diz e escreve.

Acontece que a proliferação e generalização das redes sociais e das mensagens de texto vieram de algum modo obrigar-nos a recorrer à escrita, e aí é que a porca tem torcido o rabo porque, expostos, os maus exemplos de mal escrever são mais que muitos, mesmo que em textos curtos, muitas vezes numa simples frase. Mas ninguém sente pudor por isso, quanto menos vergonha, a ponto de se auto-instruir e melhorar. Siga!

Claro que podem dizer que mesmo escrevendo mal se fazem entender, ou que escrevem mal porque os dedos, finos ou grossos não tocam nas letras certas do ecrã do telemóvel, mas isso não desresponsabiliza quem reiteradamente escreve mal e porcamente e dá testemunho disso, não com pudor mas até com um certo orgulho espertalhão como se o escrever mal seja uma naturalidade e com a desculpa de que  "...para o que é, serve". De resto, uma gralha, a falha de uma ou outra vogal, é perceptível, mas  como desculpa do mau escrever, não pega de todo. Mas lá vamos rindo e cantando usando abreviaturas e onomatopeias e emojis, dando chutos no cu das pontuações, como se vírgulas e pontos sejam coisas de somenos importância na nossa língua.

Assim, quem escreve mal, de um modo geral não procura instruir-se, voltar a pegar nos livros de gramática e aumentar o seu vocabulário. Em suma, ler e escrever mais, não apenas curtas frases mas textos com algum significado e estrutura. É a ler, boa literatura, e a escrever, que melhor se pode falar e bem escrever. 

Há estudos que referem que em Portugal mais de 60% da população não lê um único livro durante cada ano, quando muito vai lendo as "gordas" dos jornais ou dos roda-pés dos noticiários televisivos, estes nem sempre bons professores porque tantas vezes com erros e gralhas. Por aqui percebe-se muito do estado das coisas a que chegamos. 

Assim, ainda de um modo geral, mesmo entre os nossos "amigos" das redes sociais, são raros aqueles que se aventuram a publicar textos, opiniões, ideias ou pensamentos com  mais que duas ou três linhas. Temos, pois, uma comunidade que escreve apenas de forma reactiva e raramente activa. Para esses os donos das redes sociais até criaram os tais botões de likes e emojis para com um simples boneco se poder expressar sentimentos e reacções. Somos, definitivamente, reactivos. E percebe-se o porquê de uma grande parte dos utilizadores recorrerem aos ditos memes e partilha de catrefadas de textos e mensagens em vez de os produzirem de sua própria autoria.

Não surpreende que neste contexto a malta da escrita, os opinion makers, quase não se encontrem pelas redes sociais, nomeadamente no Facebook. Mesmo em outras contas que frequento, esses autores são raridades e invariavelmente ao fim de algum tempo ausentam-se porque sentem que estão a ser chuva no chão molhado, deslocados como um adepto rival no meio da bancada do clube da casa. Quem os quiser ler e seguir tem que ir aos seus próprios espaços, como blogs ou em artigos de jornais online. Não nas redes sociais. Mas, verdade seja dita, quem os segue ou procura ler, não é quem fala e escreve mal. Esses gostam, no geral, de coisas curtas, divertidas, frases feitas, nada de muito substancial, e num repente um simples "peido" colhe centenas de likes enquanto que um interessante artigo passa ignorado. Não falo por mim, porque sei do que a casa gasta, mas é mesmo assim num sentido geral. É, afinal de contas, a cultura da banalização, se quisermos, da vulgaridade exponenciada.

Em suma, frequentar as redes sociais pode ser interessante para manifestarmos os nossos egos, exibir as nossas habilidades, os nossos recordes nas corridas, mostrar o que comemos, o que vestimos, o desporto que praticamos, os sítios que visitamos, expondo-nos, a nós e aos nossos, mais do que na justa medida, mas em rigor pouco aprendemos sob um ponto de vista de partilha de ideias e raramente damos valor a quem as expressa de forma estruturada, mesmo que não concordemos com elas. E desse modo não deixa de ser paradoxal que em ferramentas capacitadas ou ideais para isso, as usemos de forma desadequada, quase em sentido contrário, um pouco como usar uma moto-serra para cortar cabelo ou luvas de boxe para segurar agulhas.

Mas, como diria alguém, é a vida, e na diversidade é que está a riqueza, mesmo que o nivelamento, pelo que se vê,  se vá fazendo por baixo. 

Este é apenas um ponto de vista muito pessoal, susceptível de contraditório. Não é, pois, uma homilia, mas, todavia, como remata o padre no fim dela, "- Que assim seja!".

28.05.24

Avé, ó César!


a. almeida

Bem sei que na vida tudo é relativo e de absoluto só se nos oferece a morte. Venha quando vier, por circunstância significativa, banal, esperada ou improvável, é certa.
Apesar deste absolutismo, vamos passando pela vida nem sempre de forma condizente, como se a vivermos como imortais. Os mais novos sem ainda fazer contas porque "com toda a vida pela frente", e os mais velhos ainda com a ilusão de que cada mês é um ano.

No geral, casamos, dá-mos filhos ao mundo - coisa fácil e prazerosa - alguns, na ruralidade, até plantam uma árvore e outros até escreverão um livro, como se bastante para justificar o sentido de uma vida, como considerava necessário o cubano poeta José Marti.

Outros fazem coisas maiores, mais significativas, e podem aspirar a viver já depois de mortos, porque a História poderá reservar-lhes um lugar, uma evocação acompanhada de meia dúzida de datas e factos. Mas a maioria passará pela vida e pelo mundo sem qualquer marca de signficado, por isso cada um entre milhões e milhões, formiga no formigueiro, abelha na colmeia, sem nada que os diferecia, nem perante a aldeia global, que é coisa difícil, mas nem sequer entre os seus.

Todavia, e principalmente a marcar os tempos que correm, e olhando pela janela das redes sociais, o que não faltam é heróis alevantados em pedestais de bajulações, como se cada "like" seja um tijolo na elevação do monumento. E não se pense que o merecimento é por coisa digna ou de relevo. Não! Basta que sejam capazes de fazer as coisas mais banais e comuns a um ser humano, como o dar um simples peido. Importa é que se pertença ao rebanho e deter sobre ele alguma predominância, porque o colectivo, o gregário, compõe o ramalhete e trata do resto, de levantar o pedestal e, finda a obra com as garridas cores com que se pintam egos, a coroação. Não faltam, pois, bajulados e bajuladores, e até a nossa imprensa, devota daqueles, está pejada destes.

Avé, ó César!

27.05.24

O papel da natureza


a. almeida

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Tempos houve em que não compreendia como era possível a proliferação de programas televisivos do calibre de bigbrothers e afins e do aparecimento, como fungos, de artistas dessa corrente dita de música pimba, too much  beaucoup, bacalhau quer alho, mamar nas tetas da cabritinha e, pior do que isso, haver público a consumir, a devorar essses formatos, esses estilos.

Um dia, quase como o acaso das grandes descobertas, como a pólvora ou a  penicilina, encontrei a resposta: Por montes e vales fui fazer uma caminhada e às tantas deu-me vontade de exercer uma necessidade básica e fisiológica. Sem me deter nos hipotéticos fluidos transcendentes e filosóficos que a coisa envolva e emane, como algo que nos é primordial, e que de resto motiva seitas e correntes que se predispõem à coisa como um estado de alma, que estuda a forma, as cores, a composição e o cheiro e decifra nelas futuros, quase como os adivinhos através das borras de café ou lançamento de búzios, a minha preocupação foi a de limpar a tubagem, pois para isso não ía preparado, mas o facto de ao lado passar um ribeirinho de águas límpidas ajudou em muito. Percebi logo que pelo local as moscas e outras familiares começaram a aproximar-se. Dizem que conecção química.

Continuei, aliviado, a caminhada, e na volta, por uma curiosidade não mórbida mas naturalista e como a estudar o escaravelho da bosta e as suas bolas de estrume, foi ver como estava a coisa. Qual quê? Tinha desaparecido de devorada pelo mosquedo e acredito que com gulodice.
Em resumo, por mais infastidiosa e mal-cheirosa que nos pareçam certas coisas, tal como nos insectos para certas gastronomias haverá sempre consumidores ávidos e famintos.

Agora, ilucidado por essa aula de biologia e fisiologia, em vez de me irritar mudo rapidamente de canal e deixo que a natureza faça o seu papel e na certeza de que para cada póia televisiva e musical haverá sempre moscas e varejeiras. Quantas mais, mais.

São gostos temperados com a velha e sagrada máxima de que não se discutem!

27.05.24

Em Estevais com J. Rentes de Carvalho


a. almeida

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Sozinhos ou na companhia de bons amigos, podemos fazer, 100, 200, 500 ou mais quilómetros, ver paisagens incríveis, lugares maravilhosos, sobretudo como os de Trás-os-Montes, transpor rios cantantes, atravessar ou percorrer aldeias pitorescas, ouvir histórias de vida ou meras curiosidades locais, colher cerejas do ramo de uma generosa sardeira, saborear os melhores pratos, degustar os mais frescos vinhos, mas delas curtas ou longas, valem as que acabam por ser peregrinações, pelo lado humano e mesmo espiritual que absorvemos. Foi já assim, há tempos, com a visita a um dos meus mestres das letras, o Miguel Torga, presente espiritualmente por ali naquelas paisagens simultaneamente rudes e acolhedoras, do seu reino que pintou como “maravilhoso”, fosse pelo negrilho que povoou o seus poemas, fosse já no repouso eterno na campa simples e rasa escondida num canto do cemitério da aldeia, mas agora, com a graça de ainda andar entre nós, deu-se a conjunção de certos astros para que pudesse ter a alegria de poder ser recebido por J. Rentes de Carvalho, interrompido no trabalho e do sossego da sua casinha na remota aldeia dos Estevais, ali pelo Mogadouro, onde tem raízes profundas.

A caminho do centenário, é este um dos meus autores preferidos e partilho com ele alguma amargura de só tardiamente ser descoberto e reconhecido no nosso e seu país, apesar de já ser tanto holandês como transmontano. Mesmo no seu município, onde o simples Trindade Coelho é orgulho local, só agora, aos 94 anos de idade, vai dar o seu nome à Casa da Cultural. Não é muito mas é alguma coisa.

Foi um tiro no escuro, um tiro de sorte ou apenas uma premonição, mas certo é que a minha passagem por Estevais rendeu frutos. Como escreveu na dedicatória num dos livros por si autografados, apareci como "um padre", porque sem anunciar, mas fui recebido e vi autografados a meia dúzia de livros que levava nessa esperança e ainda com a graça acrescentada de receber outros tantos como generosa oferta. E não digo que tive o privilégio, porque ao dizê-lo olhos nos olhos, ele corrigiu-me dizendo que "os privilégios não se recebem, oferecem-se". E ele ofereceu-mo!

Obrigado J. Rentes de Carvalho. Missão cumprida. Já pode colocar o aviso no portão da casa para não ser incomodado. De facto não se incomoda um artista na hora do seu trabalho, na criação, na sua própria casa, na sua aldeia. Bem haja!

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24.05.24

Amoralidades e imoralidades


a. almeida

Li por estes dias um certo comentador que numa rádio crticava o preço "amoral" dos bilhetes  para um espectáculo de uma certa Taylor Swift, parece que uma rapariga das cantigas que está na moda. E não surpreende que a mesma esteja milionária ou bilionária, como se a diferença faça diferença. 

O comentador não colocava em causa o valor artístico da cantora mas sim "... o valor que é preciso despender para três horas de espetáculo". Bilhtes a custarem de 200 a 800 euros, pagos há um ano " é uma barbaridade incompreensível", considerava, contextualizando ao ambiente de crise, “onde há pessoas a fazer contas para conseguir uma sopa”. Complementava o comentador “e mais onde os pais abdicam de dias de trabalho e de férias para levar os meninos à Taylor Swift". Rematava dizendo não compreender.

Eu também não compreendo à luz da nossa realidade e da maioria dos jovens, que julgo ser o grosso da plateia, mas por outro lado compreendo perfeitamente no enquadramento do que é corrente e moda, o gastar nestas coisas como se não houvesse amanhã. Amanhã, perante qualquer diarreia financeira, é vê-los acoplados aos pais, a entrarem em manifestações preocupados pelo clima, a exigirem habitação de borla ou perto disso. Poucos acautelam o futuro, mesmo que próximo, mas é disto que a casa gasta.

Mas, se formos a gastar tempo e sabão a lavar cabeças de burro, o que não faltam por aí é amoralidades ou imoralidades e nem é preciso invocar muitos dos nossos pontapeadores de bolas de futebol, a auferirem milhões por mês. Exemplos é com fartura.

É o que é! Habituem-se porque é o que a casa vai gastando.  Poupar? Precaver o futuro? Não chular os pais nem deles depender? Já fostes! Ela já vai!

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